Adolescência do bebê: Terrible twos

Começa sutilmente, um pouco antes dos dois anos de idade, aquele bebê tranquilo e carinhoso simplesmente “se transforma.” E de repente, os dias começam com gritos, birras e muito choro, testando a paciência dos pais

A adolescência do bebê ou “terrible twos” como é conhecida por pais e pediatras, é normal e faz parte do desenvolvimento de toda criança. Obviamente, que o comportamento de cada criança é diferente, levando-se em conta diversos fatores como as características da criança e o ambiente familiar.

Aqui em casa, começamos a perceber uma mudança bem pequena após os 18 meses do Vitor, que se tornou mais independente. Mas o mais difícil está sendo agora, perto de completar dois anos.

O que é?

A adolescência do bebê ou “terrible twos”é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais.

Perto dos dois anos o bebê já está independente, andando bem e começando a falar as primeiras palavras e frases. E nesse momento, a criança que já se percebe como um indivíduo, tenta conquistar o seu espaço e assimilar o que é certo ou errado, porém não é fácil para ela e demanda tempo.

E os gritos e birras são a maneira que o bebê encontra para se comunicar e demonstrar que está insatisfeito com algo.

Nessa fase é normal que a criança se comporte de maneira opositiva aos pais e diga não para tudo, resistindo aos comandos e não aceitando as decisões. Simples tarefas como, ir embora de um local, trocar uma roupa, guardar um brinquedo, tomar banho e ir dormir se tornam algo terrível, que termina em birra, choro e gritos.

Normalmente, essa fase começa depois de 1 ano e meio e pode durar até os 3 anos de idade. Mas não é regra, e como já citado o comportamento varia de criança para criança.

Como lidar?

A causa para essa fase é o próprio desenvolvimento natural da criança. Aos 2 anos de idade ela passa por um período de grandes mudanças.

Com muita paciência! Tente ser empático aos sentimento da criança.

No momento de crise não adianta chamar atenção, gritar, bater ou colocar de castigo. Nada disso vai fazer a criança parar ou entender o que fez de errado.

O correto é deixar a criança sentir esta “frustração” e esperar que a crise passe. Aí sim, quando a criança estiver mais calma deve ser pontuado e explicado para ela o que aconteceu e o que está errado no seu comportamento.

Eu sei que é difícil ignorar, eu já passei por muitas crises em público e não tem nada mais chato que ver o seu filho se jogando e gritando no meio do shopping, enquanto todo mundo está te olhando e julgando. Entretanto, é mais fácil fazer com que a criança perceba sozinha e se acalme, que dar mais atenção ao ocorrido.

E é nesse momento que se manter calmo faz com que a criança também se acalme. Pois os bebês são como esponjas e absorvem tudo o que está a sua volta, inclusive o comportamento dos pais. Por isso, pais que gritam demais ou são muito estressados perto dos filhos, acabam passando essa mesma energia à eles.

Crianças precisam de limites para um bom desenvolvimento, mas é preciso impor limites com amor. Esses dias me falaram algo muito interessante sobre educar um filho com muito amor, pois não existe certo ou errado. Se a criança se sentir amada pelos pais já é o suficiente, pois elas enxergam o mundo com os próprios olhos e o que nós, pais, vamos ensinar são apenas as experiências do mundo.

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