Introdução alimentar – O que eu aprendi

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A introdução alimentar é um momento muito esperado por nós mamães. Eu, particularmente, fiquei muito ansiosa com o início da IA e achei que seria super fácil, e que meu filho aceitaria comer tudo tranquilamente.

Mas o que aconteceu foi o contrário, desde o início da introdução – apenas com frutas – foi ânsia, choro e desespero (meu).

Acabou que, esse momento tão esperado do dia virava frustração, para nós dois. Tinha dias que eu preferia nem dar nada, só para não ter que lidar com a choradeira.

Então, começamos com as papinhas salgadas e pensei – ingenuamente – que seria mais fácil. Talvez meu filho não gostasse muito do sabor doce e aceitasse melhor o salgado.

E mais uma vez: frustração.

A introdução de comida salgada foi até pior, pois ele chegava a fazer força e vomitava só para não comer. E depois chorava horrores, como se estivesse realmente sofrendo com essa nova rotina.

Para ajudar eu ouvia todos os comentários que não ajudavam em nada. Que a minha comida deveria ser ruim, que a falta de sal não ajudava, ou de outras mães que diziam: Nossa, meu filho nunca teve problema pra comer.

Até que um dia a pediatra do meu filho, me explicou o real significado da Introdução Alimentar.

Introdução Alimentar
A Introdução Alimentar nem sempre é fácil como vemos por aí. Exige muita paciência e carinho.

Afinal, o que é Introdução Alimentar?

Primeiro que começa com INTRODUÇÃO, ou seja, é o início e uma simples apresentação dos alimentos para o bebê.

E realmente, a gente acha que depois dos 6 meses, o bebê que só mamou, vai simplesmente desligar a chave do leite e começar a comer horrores. E é aí que a gente cai do cavalo.

Até um ano de idade é somente introdução alimentar, o principal alimento para o bebê ainda é o leite materno. A comida é apenas um complemento para que o bebê comece a aprender a mastigar e conhecer os sabores.

Tem sim, as crianças que comem bem desde o início da IA. Mas se o seu filho não come, entenda que não é o fim do mundo e forçá-lo a comer, não ajuda em nada.

Talvez por existir tanta comparação dentro da maternidade, ou por falta de informação, muitas mães acham que tem algo de errado com o seu bebê, pois ele não come uma banana inteira ou as 100 gramas de comida indicada pelo pediatra.

E somente o tempo e as informações me ajudaram a entender melhor esse processo. Meu filho só começou a comer bem depois do primeiro ano de vida, e mesmo assim, ainda tem dias que simplesmente não quer comer e tudo bem.

Eu sei que quando ele estiver com fome, ele vai pedir e pronto. E muitas vezes ele mesmo vai até a fruteira na cozinha e escolhe uma fruta.

E o mais importante, e que geralmente a gente não presta atenção, é que se o seu filho está ganhando peso normalmente mesmo comendo pouco, significa que está tudo bem e que ele é assim mesmo.


A introdução alimentar deve ser feita com carinho, paciência e empatia. Devemos respeitar a criança acima de tudo e entender que esta nova fase leva tempo para ser aprendida.

E o aprendizado é para ambas as partes, tanto o bebê como os pais.

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