O fim da licença maternidade

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O fim da licença maternidade
O fim da licença maternidade

Acredito que a grande maioria das mulheres passam por um dilema quando a licença maternidade começa a chegar ao fim, e isso se dá simplesmente porque depois que o bebê nasce tudo muda dentro de nós.

Quando meu filho nasceu eu ganhei 6 meses de licença maternidade pela empresa onde trabalhava na época. Eu sabia que se necessário eu iria voltar ao trabalho, até porque o meu salário complementava a nossa renda familiar.

Por outro lado, várias grávidas na época estavam sendo desligadas após o término da licença, o que também já me deixou preparada para este cenário. E neste caso, o plano seria ficar em casa com meu filho, por no mínimo um ano, e depois voltar ao mercado de trabalho. E foi o que aconteceu, fui desligada da empresa e decidi ficar em casa como mãe em tempo integral.

No início me senti aliviada, pois no fundo eu sempre sonhei em passar o primeiro ano com o meu filho, mas a verdade é que, mesmo feliz da vida não é fácil abandonar carreira, salário e a interação com outras pessoas. E principalmente, é triste saber que ter um filho é um problema para muitas empresas.

Se você mamãe, está indecisa sobre ficar em casa ou voltar ao trabalho, fica aqui o meu relato sobre ser mãe em tempo integral. E não é só ser mãe né, é também ser um pouco cozinheira, empregada, monitora, médica e claro humana.

Com certeza tem milhões de vantagens, como por exemplo, não precisar acordar tão cedo, no meu caso eu levanto só quando o bebê acorda. E tem dias que o bebê dorme bem durante a tarde e sobra um tempinho para eu fazer as minhas coisas, mas é claro que precisa rolar um desapego em relação a arrumação da casa (não podemos ter tudo afinal).

Porém a melhor de todas mesmo, é poder curtir todos os segundos de vida do meu filho. Ver todo o desenvolvimento dele, primeiras papinhas, começar a engatinhar, primeiros dentinhos, primeiras palavras, primeiros passos… Ao meu ver, tudo isso é o que mais compensa depois de um dia super cansativo aqui em casa.

E como nem tudo é perfeito na maternidade e nenhum dia é igual ao outro, temos as desvantagens. E a pior de todas (no meu caso) foi abandonar a carreira, pois a maternidade nos apresenta dias bem corridos e atarefados que passam em um piscar de olhos. Porém, dias solitários no sentido de interação social e aprendizados que não sejam as novas músicas da Galinha Pintadinha ou a cor do cocô do bebê.

Alguns dias são bem difíceis, pois os bebês necessitam de atenção em tempo integral, são totalmente dependentes de nós e precisam de nossa ajuda para aprender e se desenvolver. Mas tudo faz parte deste momento único, e momento este que nunca mais vai voltar.

Outro ponto, é em relação a receita da família que diminui e muda completamente o estilo de vida, e esse ponto é muito importante no momento de tomar essa decisão. Como eu já havia pensado nessa hipótese antes, me preparei bastante em relação a guardar dinheiro. Mas mesmo assim bate aquele medinho de faltar algo.

E nós sabemos que nos tempos de hoje, a grande maioria não pode se dar ao luxo de largar emprego e ficar em casa. As mulheres possuem um papel muito importante complementando a renda familiar, ou em outros casos até sustentando sozinhas os filhos.

Ainda em dúvida sobre ficar em casa com o bebê ou voltar a trabalhar, mamãe? A verdade é que nenhuma das decisões é fácil, por isso precisa ser muito bem pensada. Tanto a mãe como o pai precisam se sentir confortáveis quanto a este assunto.

Meu conselho é: Siga o seu coração e não se arrependa da decisão, você com certeza está fazendo a melhor escolha para você e seu filho, seja ficando em casa ou voltando ao trabalho.

Por isso viva a maternidade com seu estilo e feliz, não procure perfeição (ela não existe na maternidade).

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