Os primeiros 365 dias

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Ele veio no momento dele. Mesmo com a cesárea já marcada ele se adiantou, rompeu a bolsa em plena madrugada e avisou que estava chegando. A nossa madrugada foi longa e nem tudo ocorreu como sonhei ou imaginei, mas tudo bem. Pela manhã, exatamente às 9:15 hr nos encontramos pela primeira vez.

Foi o dia mais intenso e cansativo que tive, mas também o mais emocionante e feliz que vivi. É claro que, cansaço mesmo eu veria nos próximos 365 dias de nossas vidas.

Tenho que ser honesta e dizer que apesar do amor todo que eu sentia pelo meu filho naquele momento, a maternidade não apareceu assim de um minuto para outro. A ficha foi caindo aos poucos, da mesma maneira que fomos nos conhecendo (um dia após o outro).

E lá estava eu, mamãe de primeira viagem que não fazia ideia de tudo que estava por vir.

O começo doeu, e muito. A amamentação doía, a cicatriz da cesárea doía, o cansaço doía, e o medo de acontecer algo de ruim então? Esse dói até hoje. Mas depois de um tempo a gente acostuma, e a dor fica anestesiada.

E quando pensei que ia ficar tudo bem, começaram os picos, os saltos, as cólicas e por aí vai. É um ciclo de incontáveis fases. E não vou mentir pra você, não melhora não. Cada fase traz um novo desafio e aprendizado, não só para o bebê como para a mãe também.

Nisso se passaram 2, 4, 6 meses e começaram a nascer os dentes. Então a gente volta a sofrer, ser usada de chupeta o dia todo não é fácil, ver o soninho que já estava com uma rotina legal sair do controle é exaustivo. De repente a cama do papai e da mamãe começa a ficar mais atraente que o berço solitário. E não vem dizer que o berço tem espinhos não, porque é do nosso colo e aconchego que eles gostam mais.

E por aí foram mais 7,8,9 meses e então ele começou a engatinhar, ou melhor se arrastar igualzinho um soldadinho. Depois disso o tempo praticamente criou asas e voou. Rapidamente ele já engatinhava, ficava em pé, resmungava mil palavras em nenênes (e só ele entende…rsrsrs), jogava os brinquedos no chão, entendia tudo o que eu falava e testava minha paciência diariamente.

Depois disso parei de contar, e quando vi ele estava completando 1 ano de vida. A comemoração foi linda, mamãe aqui ficou ansiosa esperando pelo dia dele, e foi muito especial para nossa família. Com certeza nunca sairá da minha memória, pois foi um privilégio ter vivenciado tão intensamente estes 12 meses e aprendido a ser mãe.

Não posso dizer que foi tudo perfeito, eu tive muitos dias difíceis, chorei por não ter paciência, rezei pra Deus me ajudar, tive crises de enxaqueca e torcicolo por falta de descanso. Criar e educar é uma tarefa árdua que exige dedicação e muita paciência, porém não tem um dia que eu não agradeça por estar aqui com o meu filho, com ou sem paciência ainda é a vida que sempre sonhei.

A maternidade real não é fácil, mas compensa. Por isso, muito obrigada meu filho por estes 365 dias.

Meu bebê e eu - Meu estilo de Mãe
Meu bebê e eu – Meu estilo de Mãe

 

 

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